11 3787-1960
Espanhol
Inglês
Brasil
laudos on-line

Catarata

O que é?

Catarata é a opacificação do cristalino, que é a lente natural existente no globo ocular, responsável pela focalização da visão para longe e para perto. Com a idade, geralmente dos 40 anos, pode ocorrer um processo de opacificação dessa lente (o cristalino) que leva a diminuição progressiva da visão. A rapidez dessa evolução varia de pessoa para pessoa e até mesmo de um olho para o outro.

Catarata senil ou pré-senil
Nesses casos é comum o aparecimento da catarata em ambos os olhos, porém normalmente em estágios diferentes de evolução. O tratamento é eminentemente cirúrgico, porém a época de sua realização dependerá da acuidade visual, bem como da avaliação do oftalmologista.

Cataratas Congênitas
São as cataratas que aparecem ao nascimento e são causadas devido a problemas durante a gestação, como infecções intra-uterinas (rubéola, sarampo, sífilis) ou genéticas (transmitida de pais para filhos). Muitas vezes as cataratas congênitas não são descobertas logo ao nascimento, a não ser que seja realizado um exame ocular precoce. A cirurgia nestes casos deve ser realizada o quanto antes, a fim de permitir recuperação da função visual.

Causas

As principais causas do surgimento da catarata são:
Idade, é a causa mais freqüente da doença;
Conseqüência do diabetes;
Conseqüência do uso indiscriminado e sem orientação médica, de colírios com corticosteróides;
Traumatismos oculares;
Radiação;
Infecções nos olhos;
Uveítes.

Sintomas

Principais sintomas da catarata:
Visão embaçada;
Necessidade de mais luz para enxergar com nitidez;
A leitura fica mais difícil.

Grupo de risco
Pessoas com mais de 40 anos.

Cirurgia de Catarata

Atualmente a cirurgia é realizada em qualquer tipo de catarata, independente do seu grau de comprometimento da visão. É um procedimento que dura por volta de 30 minutos, mas que apesar de rápido é também delicado. Cirurgia é o único tratamento para catarata. Não há medicamento, vitaminas, colírios ou exercícios que façam a catarata desaparecer.

As técnicas mais utilizadas são:
Extra Capsular

Consiste em incisão no globo ocular de aproximadamente 10mm, retirando a catarata por completo.

Facoemulsificação
É uma cirurgia com incisões menores de 3,5mm, que consiste na introdução de uma espécie de cânula no globo ocular, ligada a um equipamento ultra-sônico, que aspira e emulsifica (dilui) a catarata, permitindo uma recuperação mais rápida. A escolha de uma ou outra técnica dependerá de cada caso. Ambas são realizadas sob anestesia local, com implante posterior de uma lente intra-ocular.

Hoje não é mais necessário aguardar a catarata “amadurecer”. A decisão da cirurgia deverá ser tomada em conjunto com o seu oftalmologista, quando a visão estiver borrada o suficiente para dificultar as atividades da vida diária, isto é, ver televisão, trabalhar, dirigir com segurança, andar pela rua etc. é necessário que se faça a cirurgia.

Após o diagnóstico e a decisão pela cirurgia, será realizada a Biometria Ultra-sônica, onde teremos os dados para o cálculo adequado do grau da lente intra-ocular a ser implantada após a retirada do cristalino, para evitar o uso de óculos após a cirurgia.

Processo de remoção da catarata
É necessária a aplicação de alguns colírios no dia anterior à cirurgia;
As incisões são auto selantes e se fecham sem necessidade de pontos;
Durante a cirurgia o paciente não sentirá dor, nem verá o que está sendo feito pelo cirurgião;
Muito provavelmente haverá necessidade do uso e óculos para leitura de perto.

Lentes intra-oculares

As lentes intra-oculares (LIO) são cristalinos artificiais, implantados no olho durante a cirurgia de catarata para substituir o cristalino opacificado. Elas surgiram em 1949, criadas pelo médico inglês Harold Ridley. A primeira lente intra-ocular era feita de plástico rígido e se destinava a imitar o cristalino humano natural. Hoje em dia, os materiais mais usados incluem o polimetilmetacrilato (PMMA), silicone e acrílico. Como o nome já diz, elas são colocadas internamente no olho para substituir o cristalino opacificado removido na cirurgia de catarata. São diferentes das lentes de contato, que são colocadas sobre a superfície da córnea para correção de miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia.

A qualidade de visão com a lente intra-ocular é muito superior àquela com óculos ou lentes de contato. Além de corrigir as deficiências causadas pela catarata, alguns tipos de lente também melhoram a qualidade da visão funcional, ou seja, a capacidade de enxergar em ambientes com pouca luminosidade. A lente intra-ocular pode ser peça única e rígida, peça única e dobrável ou ainda formada por três peças. As dobráveis são consideradas as melhores, porque podem ser introduzidas através de uma mínima incisão.

Existem lentes monofocais e as multifocais, estas são as mais indicadas por permitirem a correção total da visão - tanto para longe, quanto para perto - e são capazes de promover a independência definitiva dos óculos para a maioria dos pacientes. As lentes não-dobráveis são implantadas após a remoção não automatizada do cristalino opaco. Podem requerer suturas para fechamento da incisão, cujo tamanho pode variar de 5 a 7 mm. São pouco utilizadas, pois necessitam de um tempo maior para a recuperação do paciente.

Mais utilizadas, as lentes dobráveis são implantadas após remoção automatizada do cristalino opaco, normalmente não necessitam de suturas, e o tamanho da incisão é de 3,2 a 3,5 mm. Uma incisão menor (facoemulsificação) proporciona: cicatrização mais rápida (recuperação visual mais acelerada), menos trauma ao olho, melhor visão, retorno mais rápido às atividades normais e maior controle do astigmatismo induzido pela cirurgia. Um grande avanço da tecnologia são as lentes de coloração amarela com propriedades filtrantes, que protegem contra os raios UV invisíveis e os raios azuis visíveis. O pigmento amarelo lembra a proteção natural fornecida pelo cristalino humano amadurecido e não altera as cores naturais dos objetos, nem a qualidade da visão e, ainda, ajuda a prevenir outros tipos de doenças oculares como a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).

Uma lente intra-ocular monofocal padrão utiliza o princípio da refração, ou seja, ela direciona os raios de luz até um ponto focal. Este processo proporciona visão nítida apenas para uma única distância, sendo necessário o uso de lentes corretivas, como óculos, para se ter uma boa visão de perto, intermediária e de longe, simultaneamente. As lentes intra-oculares multifocais proporcionam uma visão de longe e de perto com menor dependência aos óculos após a cirurgia de catarata. Lentes com tecnologia difrativa e refrativa simultâneas, também reduzem fenômenos como glare (manchas brancas na imagem) e halo (anéis luminosos), associados à visão noturna. Há lentes que reduzem de forma significativa a dificuldade de enxergar em ambientes com pouca luminosidade e possibilitam que o paciente volte a realizar tarefas como dirigir ou andar nas ruas à noite.

Dentre as lentes intra-oculares multifocais disponíveis no mercado destacam-se:
TECNIS™
AcrySof® ReSTOR®

Com as características de um cristalino jovem, apresentam bom desempenho em ambientes de baixa luminosidade. Proporcionam aos pacientes a visão de perto e de longe, sem o uso de óculos na maioria dos casos. Ambas são execelentes, porém consulte um oftalmologista e encontre a lente mais indicada para cada caso.

Pós-operatório

Após a cirurgia é feito um curativo que será removido no dia seguinte da operação, dando início a uma fase de tratamento com colírios e pomadas no olho operado. A recuperação é rápida e permite o retorno breve às atividades normais.Não há necessidade de repouso absoluto ou internação hospitalar (dependendo de cada caso).

Mas alguns cuidados devem ser tomados:
Não esfregar;
Não coçar;
Não dormir sobre o olho operado nos primeiros dias pós-operatório;
Não realizar esforço físico.

Resultados

Novos tratamentos para as doenças da Retina estão disponíveis no nosso serviço. Trata-se de drogas capazes de bloquear o desenvolvimento das moléstias vasculares na Retina. Essas doenças incluem a degeneração macular com membrana neovascular, diabetes na retina, tromboses, glaucoma com origem vascular entre outras.

Todas essas lesões estão relacionadas com intensa formação de vasos sanguíneos anômalos que de desenvolvem em vários locais da retina e produzem edema (coleção liquida) na mácula, hemorragias e descolamentos localizados da Retina. Todas essas alterações provocam queda acentuada da visão, e se não forem tratados adequada e rapidamente, provocam danos irreversíveis na visão.

Os novos tratamentos disponíveis são:
Substâncias semelhantes à corticóides de liberação lenta e constante que, quando injetadas no olho, bloqueiam a formação de edema (liquido sob a mácula) e reduz drasticamente a inflamação por 3 a 6 meses;
Substâncias que bloqueiam e destroem os vasos anômalos (neovasos), inibindo hemorragias, descolamentos tradicionais de Retina e aumento da pressão do olho. Essas substâncias são os Anti-VEGFs.

Anti-VEGF
Os Anti-VEGFs são injetados dentro do olho por meio de uma pequena cirurgia sob anestesia local e sedação, que é realizada no Centro Cirúrgico, em condições estéreis. O paciente não sente dor e nem vai se lembrar do procedimento, e é seguro.

Dentre os Anti-VEGFs disponíveis no mercado destacam-se:
Macugen (pegaptanibe sódico) é uma substância que se liga ao Fator de Crescimento Vascular Endotelial (VEGF) e inibe sua atividade, impedindo o avanço de doenças vasculares da retina. Ele é produzido pela Pfizer e alcançou altos índices de recuperação e manutenção da visão em pacientes com retinopatias;

Avastin (bevacizumabe) é um anticorpo concebido para reconhecer e se ligar à VEGF, proteína que induz o crescimento dos vasos sanguíneos. Nesta ligação, o Avastin impede que a VEGF exerça o seu efeito, bloqueando o avanço das doenças. Produzido pela Roche e indicado para o tratamento de tumores de cólon e de mama, também apresenta resultados eficientes no combate a doenças vasculares da retina;

O Lucentis® (ranibizumabe) é um fragmento de anticorpo humanizado que se une ao VEGF-A, e o inibe. O medicamento bloqueia o crescimento e o fluxo dos vasos sanguíneos, interrompendo a progressão de doenças vasculares da retina. Ele é desenvolvido pela Genentech e pela Unidade de Negócios Novartis Ophthalmics e obteve excelentes resultados em estudos clínicos, demonstrando eficácia na preservação da visão dos pacientes.

Triancinolona
A triancinolona é um corticosteróide utilizado há anos em vários campos da medicina, principalmente em dermatologia, otorrinolaringologia e reumatologia. Em recentes experimentos ela se mostrou eficiente no tratamento de certas inflamações intra-oculares.

Com grande poder anti-inflamatório, também possui meia-vida longa, ou seja, dependendo do veículo ao qual estiver associada pode fazer efeito por semanas. Mas a característica que mais chama a atenção dos oftalmologistas é o seu efeito estabilizador da micro circulação que reduz o vazamento de líquidos pelos vasos sanguíneos anormais e o surgimento de novos vasos, causas de grande parte das doenças da retina.

Aplicada através de injeções intra-oculares, a triancinolona é usada para o tratamento do edema macular e de vários tipos de obstruções vasculares que levam ao surgimento de vasos anormais, comuns na retinopatia diabética.

Devido às suas características, a triancinolona não deve ser utilizada como primeira opção de tratamento, sendo mais indicada em casos de edemas resistentes ao laser.

Consulte seu oftalmologista e saiba mais sobre os tratamentos disponíveis.
Rua Maestro João Gomes de Araújo, 50 - Santana - São Paulo - SP
Desenvolvido por Olivi Publicidade